18/12/2018 11:31
Guetto de Veneza

Há 500 anos, no dia 29 de março de 1516, a Sereníssima República de Veneza determinou que os judeus eram obrigados a viver numa área delimitada, que passou a se chamar “Ghetto”.  Os judeus de Veneza lá viveram durante quase 300 anos, até 1797, quando os muros foram derrubados por Napoleão.

O crescimento demográfico da ilha foi tão grande que as construções eram ampliadas em sentido vertical, para que mais famílias pudessem morar na área. A região do gueto é a única em Veneza a ter prédios mais altos, de até oito andares. Em 1541, as autoridades tiveram que ampliar a região e criaram o Gueto Velho, uma extensão do Gueto Novo (que apesar do nome é a parte mais antiga) onde se estabeleceram os judeus levantinos.

A comunidade judaica começou a construir suas sinagogas nas estruturas já disponíveis dentro do gueto, sem possibilidade de criá-las como verdadeiras sinagogas. Uma vez no gueto, é necessário saber onde elas estão posicionadas, já que do lado de fora parecem edifícios normais, não fosse uma pequena modificação realizada em algumas delas.

Estima-se que a comunidade judaica em Veneza seja formada por cerca de 450 pessoas. Hoje apenas poucas famílias vivem no gueto. A maioria mora em outros bairros de Veneza e no continente.  Ainda assim, participam ativamente dos usos e as tradições judaicas. Isso inclui uma série de regras a respeitar até mesmo na hora de ir à mesa. Os judeus devem seguir a kashrut, uma palavra que significa idoneidade e terem práticas kosher ou kasher, optando pelo correto, justo e bom.

Hoje, é um pedaço de história viva, como confirmado pelo acervo de memoriais do Holocausto, feito pelo escultor Arbit Blatas.

 


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