Blog da Monte Bianco

20/01/2015 17:59
AS ORIGENS DO "GIANDUJA"

 

AS ORIGENS DO "GIANDUJA", ENTRE PROTECIONISMO NAPOLEÔNICO E CRIATIVIDADE PIEMONTESA

Poucos sabem que foi uma medida de política econômica que deu origem a um entre os mais deliciosos bombons da tradição italiana. No final do século XVIII, Napoleão Bonaparte bloqueou as importações de produtos oriundos da Inglaterra e das suas colônias. Por conseguinte houve alta dos preços do cacau e se tornou muito difícil encontrá-lo. Neste momento, manifestou-se uma qualidade que nunca faltou aos italianos: "A arte de se virar". Alguns mestres piemonteses do chocolate tiveram a ideia de utilizar uma massa em que se juntavam avelãs, bem mais baratas e muito comuns no Piemonte, ao caríssimo cacau. Esta solução, que nasceu devido à necessidade de solucionar um problema concreto, mostrou-se particularmente eficaz, porque as avelãs, reduzidas em um finíssimo pó, não tiraram nada do sabor da massa de cacau, aliás, acrescentaram-lhe um aroma inconfundível.  A receita original foi aperfeiçoada em volta da metade do século XIX com a escolha de torrar levemente as avelãs antes da moedura. Finalmente, em 1865, o grande mestre Caffarel iniciou a produzir os bombons com a característica forma de barquinho e os vendeu, pela primeira vez, embrulhados num papel dourado, na ocasião do carnaval, cujo absoluto protagonista era a tradicional máscara de "Gianduja". Em sua honra, o primeiro bombom embrulhado da história recebeu o nome de "gianduiotto".

Ilario Giannelli – Coordenador pedagógico da Monte Bianco 

 

 

 

 

 

 

 

 

LE ORIGINI DEL GIANDUIA, TRA PROTEZIONISMO NAPOLEONICO E INVENTIVA PIEMONTESE

Non tutti sanno che all’origine di una prelibatezza piemontese vi è una precisa causa di politica economica. A fine settecento, Napoleone impose il blocco delle importazioni di prodotti provenienti dalla Gran Bretagna e dalle sue colonie. Due delle conseguenze generate da questa misura furono l’impennata dei prezzi del cacao e la difficoltà di reperirlo. A questo punto, intorno al 1805, entrò in scena una virtù che non è mai mancata agli italiani: “l’arte di arrangiarsi”. Ad alcuni maestri cioccolatieri piemontesi venne l’idea geniale di utilizzare una pasta in cui si mescolavano, al carissimo cacao di importazione, le squisite nocciole tonde gentili delle Langhe, ben più economiche e facilmente reperibili. Questa soluzione, nata dalla necessità di porre rimedio ad una difficoltà oggettiva, si rivelò particolarmente brillante, perché le nocciole, ridotte in polvere finissima, non toglievano niente al sapore della pasta ricavata dal preziosissimo frutto esotico, ma anzi le conferivano un aroma e una grazia inconfondibili. La ricetta originale fu perfezionata verso la metà del secolo grazie all’ulteriore idea di tostare leggermente le nocciole prima di macinarle ed infine, verso il 1865, il grande cioccolatiere torinese Caffarel iniziò a produrre dei cioccolatini dalla caratteristica forma a barchetta rovesciata, che vennero distribuiti per la prima volta, rivestiti da una carta dorata, in occasione della festa di carnevale, il cui protagonista indiscusso era la tradizionale maschera “Gianduia”.  In suo onore, al primo cioccolatino incartato della storia, fu dato il nome di “gianduiotto”.

Ilario Giannelli -  Coordinatore didattico della "Monte Bianco"


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