13/07/2015 17:15
Árista, um prato ecumênico

 

A árista é uma receita tradicional de carne de porco assada da cozinha florentina, que tem uma história muito singular. Trata-se de um pedaço de lombo (com osso) preparado no forno, com acompanhamento de batatas, cujo nome, aos olhos de muitos amantes da gastronomia, parece derivar da palavra "arrosto", ou seja "assado", mas não é bem assim.

A sua origem è entrelaçada com um relevante evento da história. No ano 1439 aconteceu em Florença um importante concílio ecumênico da igreja católica. Na belíssima basílica de Santa Maria Novella, se encontraram, com os padres conciliares da igreja do ocidente, alguns representantes do patriarca de Constantinopla, líder da igreja ortodoxa separada de Roma há quatro séculos. O ambicioso objetivo desta reunião era a reconciliação entre a igreja do ocidente e aquela do oriente, para que pudesse ser restabelecida a união do mundo cristão.

Durante uma pausa no trabalho, parece que foi servida aos padres conciliares uma carne assada de porco, particularmente saborosa, sendo que era preparada juntamente ao osso e temperada com pimenta do reino, alho e alecrim. Os bispos orientais manifestaram ter gostado muito do prato, chamando-o de "áristos", ou seja "o melhor". Esta seria a origem do nome "árista".

O concílio de Florença conseguiu pacificar as duas igrejas, mas este resultado foi efêmero. Com efeito a reconciliação entre Roma e Constantinopla durou pouco tempo, por causa principalmente da sucessiva queda do Império Romano do Oriente, por parte dos turcos, um acontecimento que desestabilizou os equilíbrios da área do mediterrâneo.

Todavia, mesmo não sendo alcançada uma pacificação duradoura dos espíritos, a lembrança daquele prato saboroso ficou marcada para sempre nas memórias dos padres orientais. Portanto, a árista continuou representando, graças à capacidade de deliciar todos os paladares, uma humilde, mas importante, ponte entre oriente e ocidente. As disputas entre as igrejas prosseguiram, mas pelo menos em volta da mesa a concórdia ganhou e todas as barrigas ficaram satisfeitas.

Alguns historiadores, porém, acham que o nome "árista" seja mais antigo do que o concílio de Florença e afirmam que este nome estrangeiro é devido à presença na cidade toscana de uma comunidade de gregos que há séculos fabricavam perfumes no bairro chamado "Borgo dei Greci". Nesta hipótese, de qualquer forma, ficaria confirmada a origem internacional do nome.

Ilario Giannelli – Coordenador de Ensino da Monte Bianco

 

                      

 

"Arista", un piatto ecumenico

L'arista è un tradizionale arrosto di carne di maiale della cucina fiorentina, con una storia veramente singolare. Si tratta di una preparazione basata sulla cottura al forno di un pezzo di lombo con l'osso, con contorno di patate, che molti amanti della buona tavola pensano che tragga il suo nome dalla parola "arrosto", ma non è così.

La sua origine è legata ad un rilevante evento storico. Correva l'anno 1439, quando si svolse a Firenze un importante concilio ecumenico della chiesa cattolica. Nella bellissima cornice della basilica di Santa Maria Novella, si incontrarono, con i padri conciliari della chiesa di occidente, alcuni rappresentanti del patriarca di Costantinopoli, guida della chiesa ortodossa separata da Roma già da quattro secoli. L'ambizioso obiettivo di quella riunione era la riconciliazione tra la chiesa di occidente e quella di oriente, con il conseguente ristabilimento dell'unità del mondo cristiano.

Durante una pausa dei lavori, pare che fosse servito ai padri un arrosto di maiale particolarmente saporito, perché la carne era cotta insieme all'osso e aromatizzata con pepe, aglio e rosmarino. I presuli orientali espressero il loro gradimento per questo piatto definendolo, in greco, "àristos" e cioè il migliore. Da qui deriverebbe il nome "arista".

Il concilio di Firenze riuscì nell'intento di rappacificare le due chiese, ma questo risultato fu effimero. Infatti la riconciliazione tra Roma e Costantinopoli fu di breve durata, anche a causa della successiva caduta dell'impero romano d'oriente ad opera dei turchi, un evento che destabilizzò profondamente gli equilibri dell'area del mediterraneo.

Tuttavia, anche se non si ottenne una duratura rappacificazione degli spiriti, il ricordo di quel piatto squisito rimase indelebilmente impresso nelle memorie dei padri orientali. Pertanto, l'arista ha continuato a rappresentare, grazie alla sua capacità di deliziare tutti i palati,  un umile ma importante ponte tra oriente e occidente. Le chiese perdurarono nelle loro dispute, ma almeno a tavola vinse la concordia e tutte le pance rimasero soddisfatte.

Alcuni storici ritengono, però, il nome "arista" più antico del concilio di Firenze e lo fanno risalire alla presenza nel capoluogo toscano di una comunità di greci che da secoli vi vivevano dedicandosi alla fabbricazione dei profumi nel rione detto "Borgo dei Greci". Anche in questa ipotesi, comunque, sarebbe salvo il carattere internazionale dell'origine del suo nome.

Ilario Giannelli – Coordinatore pedagogico della Monte Bianco


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